Você Sabia: O Autismo começa bem antes do Nascimento

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Um estudo publicado na revista “New England Journal of Medicine”, feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, junto com o Instituto Allen para a Ciência do Cérebro, em Seattle, mostrou que há evidências de que o problema do autismo começa bem antes do nascimento, pelo menos em alguns casos.

Das crianças com autismo estudadas, 90% (ou seja, 10 em cada 11) apresentaram o mesmo tipo de anormalidade. Assim, a pesquisa sugere que esse tipo de anomalia poderia acontecer entre o segundo e o terceiro mês de gravidez.

“Com isso, aponta par ao aparecimento biológico na vida pré-natal, vai contra noções populares sobre autismo”, afirma Eric Courchsne, o principal autor da pesquisa, que é da Universidade da Califórnia.

Para ele, há uma ligação entre o autismo e as vacinas dadas na infância.

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Diagnóstico

Há tempos os cientistas estudam e buscam a causa do autismo. Além da genética, eles procuram bases também em fatores como infecções durante a gravidez, partos prematuros ou a maior idade do pai no momento da concepção, que podem ser provas viáveis.

“Esta pesquisa fornece algumas das evidências mais elegantes para esses importantes temas biológicos”, afirma Janet Lainhart, pesquisadora de autismo e professora da Universidade de Wisconsin.

O novo estudo procura a natureza irregular das anomalias nos tecidos cerebrais, como forma de explicar como as crianças mostram sinais de melhora no tratamento precoce.

“A constatação de que esses defeitos ocorrem em manchas e não na totalidade do córtex traz esperança, bem como uma nova visão sobre a natureza do autismo”, disse Courchesne.

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Exame Pré-Natal pode acusar autismo

Assim sendo, para complementar essa pesquisa, outra, da Universidade de Cambridge foi publicada e mostra um caminho para o diagnóstico pré-natal de autismo. O estudo traz algumas controvérsias, principalmente a cerca da possibilidade de abortos para esses casos.

Os cientistas responsáveis são Simon Baron-Cohen, que acompanharam várias crianças autistas.

O professor diz que a questão é devido ao conceito que se tem do autismo. Atualmente, ele é caracterizado pelo desligamento da realidade exterior e pela criação de um mundo autônomo. No entanto, outra faceta mostra incapacidade de se comunicar e que forçam as crianças e viverem em instituições especializadas.

Com informações do O Globo

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