Quantidade Significativa de Restos de Bebês é encontrada em Centro Católico da Irlanda

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Realmente me incomoda quando as pessoas falam sobre isso e exageram. Não há necessidade de acrescentar nada a esta história. Eles foram mais ou menos descartados. Sabemos que alguns deles não tinham caixões. Gostaria de saber se foram colocados casacos neles”.

O lugar é um antigo centro católico para mães solteiras que fica na Irlanda. E no início desse mês, durante escavações feitas pela Commission on Mother and Baby Homes, foi encontrada uma quantidade significativa de restos de bebês. A descoberta causou comoção à todos. “Foi descoberta uma quantidade significativa de restos humanos em ao menos 17 das 20 câmaras subterrâneas examinadas”, disse o comunicado.

Em uma breve análise, foi revelada que os restos de ossos pertenciam à bebês de 35 semanas fetais até 3 anos de idade.

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Conforme o relatório, as condições nessas instituições eram muito complicadas para as mães solteiras, que tinham o hábito de entregar às crianças à adoção. Outras morriam por desnutrição ou doenças infecciosas. Tanto a vergonha das mães quanto o poder da igreja, foram importantes para silenciar o que acontecia nesses centros.

“São notícias muito tristes e perturbadoras. Hoje  temos de respeitar a dignidade das crianças que viveram a sua curta vida naquela casa, honrar a sua memória e assegurar que os seus restos mortais vão ser tratados de forma apropriada”, comentou a ministra irlandesa dos Assuntos da Criança e Juventude, Kahterine Zappone.

A comissão conta com o apoio do governo e foi criada justamente para investigar a história local, com o incentivo de Catherine Corless, que já descobriu mais de 796 bebês e crianças mortas em centros de Congregação das Irmãs do Bom Socorro entre 1925 e 1961. Isso tudo acontecia porque a doutrina religiosa da época se negava à batizar a criança, logo, o enterro aos cemitérios também eram negados.

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“As famílias dessas mulheres tinham medo de que os vizinhos soubessem do que se passava. Engravidar sem ser casada era a pior coisa na Terra, o crime mais grave que uma mulher podia cometer – quando muitos dos casos resultavam em violações. Foram tempos negros, esses, para aquelas mulheres, estigmatizadas pela sociedade e pela religião”, afirma Corless.

Com informações da Istoé

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