Número de brasileiros que têm hábitos culturais aumenta em 10 anos, aponta pesquisa

Reprodução: Google

A pesquisa foi divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e levou em conta os hábitos culturais dos brasileiros. Entre os resultados, um mostra que 56% dos entrevistados (86 milhões de pessoas) frequentou pelo menos uma atividade cultural no ano passado.

Se você acha que o resultado é pequeno, saiba que representa três pontos percentuais acima dos resultados de 2015. E, em relação à 2008, o resultou é positivo em 13 pontos percentuais.

Aí, entre as principais atividades, o livro aparece como líder, sendo praticado por 37% dos entrevistados, um índice de seis pontos percentuais maiores do que o início da série, que foi em 2007.

Em seguida está o cinema, sendo que 34% dos entrevistados afirmaram ver filmes em estreias e lançamentos, um aumento de 17 pontos na última década. Show musical ficou em 3º lugar, sendo assistido por 29% dos entrevistados, mostrando um aumento de nove pontos percentuais, ante 2007.

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As peças de teatro ficaram na sequencia, com expansão de cinco pontos percentuais e aumento de 11% na última década. Espetáculos de dança, exposições de arte e visitas à museus ocuparam as posições seguintes com porcentagens de 11% cada uma, exceto os museus que teve aumento de 10%.

Opinião de especialistas

“Há dez anos, temos acompanhado os hábitos de lazer e cultura dos brasileiros. Não há ruptura de um ano para outro mas, gradualmente, vemos uma melhora significativa. Então, aos poucos, percebemos uma melhora na frequência de ambientes culturais por parte do brasileiro”, diz o economista da Fecomércio, Christian Travassos.

Quanto à literatura, ele diz que “é mais acessível, a gente pode tomar um livro emprestado. Na listagem, é o mais representativo”.

Para ele, o hábito de ir ao cinema dobrou na última década e isso não tem a ver apenas com o desenvolvimento da linguagem visual, mas também ao boom que foi trazido pelos filmes 3D. Isso pensando ainda nas promoções e parcerias de salas de cinema com as empresas de telecomunicação e bancos.

Por fim, Travassos diz que esse bom demonstrar um bom começo para uma revolução cultural na vida dos brasileiros.

“Pode ser um fator de mudança trazer as crianças e adolescentes para os ambientes culturais para que isso tenha efeito entre os mais velhos. O preço das atrações culturais é uma questão secundária até porque há muitos shows, exposições e espetáculos gratuitos”.

Com informações da abril e ebc

 

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