A Gordura Trans vai ser Proibida no Brasil?

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A Gordura Trans é um tipo de ácido graxo que diferente da sua ligação química com outros ácidos insaturados. Ela tem ácidos graxos justamente na configuração trans, por um processo de hidrogenação, que acontece naturalmente e são produzidos a partir de fermentação de bactérias em animais ruminantes ou artificialmente, pela indústria de alimentos.

Entre os principais malefícios está o fato de que ela não oferece nenhum benefício à saúde, portanto, não é recomendável o seu consumo e não existe, para tanto, um valor máximo tolerado. Além disso:

  • Reduz o Colesterol Bom e aumenta o Ruim,
  • Aumenta o Risco de AVC e Infarto,
  • Prejudica as Gestantes ou Lactantes.

As gorduras trans podem ser encontradas em diversos alimentos e são usadas justamente para prolongar a vida útil desses alimentos, além de poder melhorar a constância e a aparência.

Entre os alimentos, estão: margarinas, recheios de biscoitos, congelados, salgadinhos de festa, sorvetes, cremes em pó, pipoca de micro-ondas, glacê e a maior parte dos alimentos industrializados, de forma geral.

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Assim, uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Santa Catarina listou alguns ingredientes que podem conter a gordura trans. Destacamos os seguintes: gordura hidrogenada, óleo de milho, óleo vegetal de algodão, gordura vegetal de girassol, margarina vegetal, gordura vegetal de soja e outros.

Sobre a Proibição da Gordura Trans

Em 2016, em uma carta aberta, algumas entidades brasileiras exigiram que o Ministério da Saúde, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anivsa), estabelecesse medidas de proibição de gordura trans nos alimentos em território nacional, já que isso já acontece na Europa e nos EUA.

O documento foi assinado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), entre outras entidades.

No documento, as entidades questionam que o Guia Alimentar para a População Brasileira (GAPB) recomenda o consumo de 1% da gordura trans. No entanto, a OMS  (Organização Mundial da Saúde) havia afirmado que tinha a meta de eliminar o consumo de gordura trans industrial.

“A participação de alimentos industrializados contendo gorduras trans na dieta contemporânea é traço marcante do padrão alimentar atual da população. Seu consumo causa impacto na saúde, tanto no desenvolvimento de doenças crônicas quanto no estado nutricional”, diz o documento.

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Resposta da Anvisa

A Anvisa disse que vai auxiliar na elaboração de propostas regulatórias relacionadas à rotulagem nutricional dos alimentos.

Com informações do Globo e Minha Vida

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